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UPA chega à maioridade de portas abertas para o futuro

21ª edição do programa ganha um caráter especial dentro das comemorações dos 60 anos da Universidade

Grupo de pessoas reunidas em espaço aberto com árvores ao fundo, em frente a painel azul com logos de UIPA, Unicamp e IMPA, e texto "tempo de conexões 2026", onde algumas pessoas estão em pé e outras agachadas, usando roupas em cores variadas como preto, branco, rosa, azul e vermelho, com grama e caminho de terra visíveis no solo.
Ao longo do dia, mais de 52 mil estudantes devem participar da programação

Com os olhos voltados para o futuro, mais de 52 mil estudantes participam, neste sábado (22 de agosto), do programa Unicamp de Portas Abertas (UPA). Em sua 21ª edição, a UPA chega à maioridade com a dimensão de uma tradição consolidada.

Com o tema “Tempo de Conexões”, o evento integra a programação que celebra os 60 anos da Universidade. Para o reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, ambas comemorações são significativas: “São dois marcos importantes. Os 21 anos da UPA nos 60 anos da Universidade dão à edição de 2026 um significado especial. De fato, temos a maturidade da instituição e a maioridade do programa, que ganhou consistência e, sobretudo, muita energia interna, com recursos qualificados e planejamento”, afirma.

Para Montagner, a força da UPA está também na relação que se estabelece entre os visitantes e a comunidade universitária. Ao longo dos anos, o programa se tornou uma das portas de entrada para jovens que desejam conhecer a Universidade antes mesmo de prestar vestibular. “A UPA é uma forma de relacionamento com uma comunidade muito jovem. A gente sente um sentimento de pertencimento muito grande dos nossos estudantes ao receberem as pessoas”, disse.

Na abertura do evento, o coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho, destacou a dimensão coletiva da realização. “Essa festa foi preparada com muito cuidado e com muito carinho. São 4.050 pessoas para organizar todo esse evento”, afirmou. Segundo o dirigente, além dos estudantes, participam da edição visitantes de 830 escolas. 

“É uma festa de confraternização com o objetivo de conhecer a nossa Universidade”, destacou o coordenador-geral. Para ele, a experiência pode permanecer na memória dos jovens. “Eu tenho certeza que essa é uma experiência que vai ficar marcada na vida de cada um dos visitantes.”

Descobrir novas possibilidades

Para os visitantes da edição 2026, provenientes de todo o Estado de São Paulo e também de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Bahia, os caminhos da Universidade representam um grande espaço de descoberta, encontro e possibilidades. Durante um dia, é possível conhecer o que a Unicamp promove em ensino, pesquisa, extensão e inovação justamente no momento em que muitos estudantes começam a escolher os próximos passos.

Cada estudante chega com uma pergunta diferente, seja sobre uma profissão, um curso, uma área de conhecimento ou uma escolha que ainda está por fazer. Ao final, leva de volta interesses inesperados e, às vezes, a percepção de que o caminho inicialmente imaginado pode ter outras bifurcações.

Essa possibilidade de descobrir novos caminhos foi ressaltada pela pró-reitora de Pós-Graduação, Cláudia Morelli. “A gente espera que os visitantes aproveitem esse dia não só para conhecer coisas novas, mas também para ver novas possibilidades”, afirmou. Segundo ela, a visita pode ampliar horizontes para além das escolhas que os estudantes já fizeram. “Às vezes chegam aqui com uma ideia na cabeça: ‘Ah, eu vou conhecer tal curso, vou para tal área’. Mas sugiro que aproveitem para descobrir novos conhecimentos, para descobrir novas possibilidades.”

Três pessoas em pé seguram microfones em um ambiente coberto com estrutura metálica ao fundo; a pessoa à esquerda veste camiseta branca com listras vermelhas e azul, a pessoa ao centro veste camiseta vermelha com óculos de armação preta, e a pessoa à direita veste camiseta branca; todas usam crachás de identificação suspensos por cordões e as camisetas apresentam textos e logotipos em vermelho e branco relacionados a um evento denominado "tempo de conexões".
Da esquerda para a direita, as pró-reitoras de Graduação, Cláudia Morelli e de Extensão, Esporte e Cultura, Sylvia Furegatti, o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Fernando Sarti

Morelli também lembrou que a Universidade vai muito além da graduação. “A Unicamp, vocês verão, além das aulas de graduação, é uma universidade que faz pesquisa, é uma universidade que forma cientistas.” Para ela, conhecer essa dimensão é também uma oportunidade de imaginar novos futuros.

A pró-reitora de Extensão, Esporte e Cultura, Sylvia Furegatti, destacou justamente essa dimensão da Universidade que ultrapassa as salas de aula. “A Unicamp, para além de transformar, transborda também”, afirmou. Para ela, a UPA é também um momento de encontro com a formação cultural e artística. “Hoje é um grande dia de festa, no qual a gente tem esses momentos de encontro entre as pessoas interessadas na nossa Universidade, nos nossos cursos, entre aquilo que a gente pode fazer de formação técnica, tecnológica, de pesquisa e, fundamentalmente, também cultural”, disse.

Na abertura, o professor Felipe Canteras representou a Pró-Reitoria de Graduação (PRG) e o professor Caio Costa representou a Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP). 

Felipe Canteras (à esquerda) e Caio Costa: professores representaram, respectivamente, a PRG e PRP

Visitação

Em sua primeira visita pelo campus, as amigas Manuela de Oliveira, Clara Carvalho Berni, Beatriz Klein e Gabriela Lázaro Lino, do Colégio Participação, de Holambra, chegaram cedo para acompanhar a programação da UPA. Manuela planeja estudar na Unicamp, mas está interessada no curso de Relações Internacionais, novidade no campus de Limeira para o próximo ano. “A Unicamp tem muitos cursos interessantes”.

“Viemos para conhecer mais do Instituto de Artes, da Faculdade de Educação e o que mais aparecer e nos interessar”, contou.

Luigi Augusto Martins e os amigos Miguel Montoya, Pedro Henrique Fernandes, Tiago Pronk e Vitor Orfão, do Colégio Anglo de Artur Nogueira, chegaram à UPA em busca da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) e da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (Fecfau). “Pretendo estudar arquitetura”, contou Martins.

“Mas também queremos conhecer as engenharias. Essa iniciativa da Unicamp de abrir as portas para os estudantes é muito legal porque, assim, a gente conhece o que tem de melhor nos cursos”, completou.

Estudantes do município paulista de Gastão Vidigal saíram à meia-noite da cidade para enfrentar os mais de 400 quilômetros que separam a localidade, no noroeste do Estado, da Unicamp. O grupo, da Escola Estadual Professora Tereza Valverde Cardoso Tirapele, acompanhado de seus professores, visitou a Universidade pela primeira vez. Com a curiosidade a mil, os estudantes usavam os mapas de localização para encontrar as atrações oferecidas. “A Unicamp era uma das minhas opções na época da graduação, mas optei por fazer a faculdade mais perto da casa dos meus pais. Visitar a Universidade é uma grande oportunidade para os alunos, assim eles podem ter uma visão das muitas opções de carreira que poderão escolher”, afirmou a professora de português e inglês Luiza Oliveira.

As amigas Quesya Dias da Silva e Melissa Xavier Lopes, de Mogi Guaçu, estavam em busca das atrações do Instituto de Artes. Alunas da Escola Estadual Padre Armani, elas se empolgaram com a programação de teatro, música e dança da unidade.

“Estamos aqui para ver a programação cultural e o que mais a gente achar interessante”, contou Silva, que planeja estudar Artes.

Mais do que abrir as portas

Receber milhares de visitantes exige mais do que simplesmente abrir as portas. Foi preciso preparar os espaços, facilitar a circulação, oferecer informações e criar condições para que cada pessoa pudesse aproveitar a visita com conforto e autonomia. Na UPA 2026, esse cuidado apareceu em diferentes iniciativas, que foram das novas estruturas de apoio ao Passaporte UPA, passando por recursos de acessibilidade e espaços pensados para diferentes necessidades.

Entre as novidades desta edição estão novos pontos permanentes de hidratação no campus, com bebedouros refrigerados, e seis tendas de apoio distribuídas por diferentes locais da Universidade. Nesses pontos, os visitantes podem carregar celulares, receber água e retirar os adesivos que completam o Passaporte UPA.

Para facilitar a localização e tornar a circulação pelo campus mais divertida — além de oferecer uma lembrança dos 60 anos da Universidade —, o Passaporte UPA é apresentado como um pôster interativo com curiosidades e informações úteis sobre a instituição. Os visitantes podem completá-lo com seis adesivos temáticos da Tiba, a andorinha mascote do evento, distribuídos em diferentes pontos do campus.

O acolhimento também contempla pessoas com deficiência, com o objetivo de garantir participação com autonomia. Há um bolsão de estacionamento reservado a visitantes com deficiência e/ou mobilidade reduzida e acesso ao serviço do Veículo Elétrico Acessível para a Mobilidade Urbana Sustentável (Vamus).

A estrutura de acolhimento inclui ainda uma sala de descompressão, no primeiro andar do Ciclo Básico II, destinada a pessoas neurodivergentes, com maior sensibilidade a sons e outros estímulos. Também há apoio de profissionais da Central de Tradução e Interpretação de Libras (CeTILS), acionados pelas tendas de apoio.

Foram organizadas três praças de alimentação, no Ciclo Básico, na Praça da Paz e na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), além das lanchonetes das faculdades e institutos e de máquinas de venda automática distribuídas em 60 pontos.

A Universidade oferece ainda Wi-Fi gratuito em todo o campus, pela rede “UPA”, e um aplicativo para celulares Android e iOS. A ferramenta reúne a programação das atividades, mapas e recursos de georreferenciamento que permitem aos visitantes traçar rotas até os locais que desejam conhecer.

Colagem de cinco fotografias de um evento ao ar livre mostrando pessoas consultando um mapa de localização afixado em um suporte, pessoas em pé segurando mapas e documentos em grupos, indivíduo em camiseta branca lendo um mapa, decoração com balões nas cores vermelho, branco e preto ao fundo, e um veículo branco parcialmente visível no canto superior esquerdo.

Outra novidade foi a elaboração de um relatório sobre a pegada de carbono total da UPA 2026, trabalho realizado pela Diretoria Executiva de Sustentabilidade (DExS) da Universidade. Os visitantes, inclusive, também podem calcular suas próprias pegadas de carbono.

A dimensão da estrutura de acolhimento também se relaciona a uma das características que marcam a Universidade: a ideia de que excelência e inclusão caminham juntas. Para o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Fernando Sarti, o investimento necessário para manter a qualidade das atividades da Unicamp precisa estar associado à criação de oportunidades. “Excelência, e nós temos muita excelência em todas essas atividades, não significa nem de longe exclusão. Pelo contrário: a Unicamp tem o maior programa entre todas as universidades públicas do Brasil de inclusão, ou seja, de apoio e permanência estudantil”, afirmou.

Mais do que organizar o fluxo de milhares de pessoas, a estrutura da UPA procurou preparar a Universidade para receber. Pequenos cuidados que, juntos, ajudam a transformar uma grande visita em uma experiência de acolhimento. Mas, entre uma atividade e outra, há espaço para simplesmente caminhar pelo campus, observar, conversar e se surpreender.

Afinal, escolher um caminho para o futuro exige conhecer as possibilidades que existem, inclusive aquelas que ainda não estavam no mapa. E talvez seja justamente essa a imagem mais bonita de uma UPA que chega aos 21 anos: uma Universidade de portas abertas para quem ainda está descobrindo qual porta quer atravessar.

Foto de capa:

Múltiplas pessoas em um espaço público arborizado durante o dia, caminhando e circulando em um passeio de concreto, algumas vestindo casacos, camisetas e mochilas em tons de azul, preto, vermelho e branco, com árvores e vegetação ao fundo, estruturas azuis visíveis, uma pessoa em cadeira de rodas à direita e diversos pedestres dispersos pelo ambiente.

Acompanhe os vídeos publicados nas redes sociais da Unicamp:

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