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Pesquisa

Estudo propõe digitalização de jogadas para um xadrez mais humano

Pesquisador do Instituto de Computação criou banco de dados e disponibilizou lances mais compreensíveis

O jogo de xadrez como esporte ou entretenimento envolve desafios para a inteligência e desenvolve habilidades humanas, mas quando se fala em treinamento de jogadores o universo digital pode oferecer uma série de ferramentas de aprendizado. Para o engenheiro de computação Heigon Alafaire Soldera, mestre pelo Instituto de Computação (IC), a complexidade dessas ferramentas tem afastado jogadores que querem aprender os processos que envolvem a elaboração dos lances e não apenas treinar as jogadas a partir de respostas prontas do computador.

Para oferecer mais alternativas de aprendizado a partir de jogadas humanas de diferentes níveis de dificuldade e estilos variados, Soldera desenvolveu a pesquisa de mestrado intitulada “Digitalização de tabuleiro de xadrez e predição de lances humanos por meio de aprendizado de máquina”. A partir da ferramenta digital de treinamento em xadrez Stockfish, o pesquisador criou um banco de dados de jogadas e dobrou a capacidade da ferramenta de disponibilizar lances baseados na ação humana. O objetivo, segundo Soldera, é “oferecer uma solução acessível para a digitalização de tabuleiros e propor lances mais compreensíveis”.

Esta edição do quadro “Vida em Pesquisa” aborda a pesquisa de Soldera, recentemente concluída, e sua apresentação para um grupo de jogadores do projeto Xadrez na Melhor Idade da Unicamp, entre eles uma aluna de doutorado do IC, Amparo Dias, que trabalha com Inteligência Artificial e gostou da proposta desenvolvida na pesquisa. “A ferramenta é promissora”, concluiu.  

Para o orientador do trabalho, Hélio Pedrini, a pesquisa gera uma contribuição social, por tentar aproximar os entusiastas do xadrez e ainda introduz técnicas de aprendizado de máquina para elaboração de jogadas. Além disso, a ferramenta desenvolvida é aberta, de código disponível, e todos os dados utilizados estão disponíveis na internet. 

Acesse ao programa Vida em Pesquisa:

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