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Repórter Unicamp

Conceição Evaristo: literatura como espaço de memória e resistência

Em encontro na Unicamp, Conceição Evaristo discutiu literatura brasileira e a escrita como forma de memória e resistência

No dia 6 de agosto, com o auditório da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) lotado, e centenas de pessoas do lado de fora, foi realizada a aula aberta da escritora, poeta e professora Conceição Evaristo. Parte das comemorações pelos 40 anos do vestibular Unicamp, o evento foi uma parceria entre a Comvest e o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. A obra Olhos D’Água, de Evaristo, é leitura obrigatória do Vestibular 2027.

Durante mais de uma hora a escritora falou sobre literatura brasileira, ações afirmativas e a necessidade de espaço editorial para escritoras negras, além de ter explicado como criou o conceito “escrevivência”, uma escrita marcada pelas experiências, memórias e vozes de mulheres negras. Como afirmou durante o encontro, “hoje em dia, a escrevivência das mulheres negras não é para adormecer os da casa-grande, e sim para acordá-los dos seus sonos injustos”.

Além da aula, Conceição Evaristo visitou o Arquivo Edgard Leuenroth (AEL), que, junto ao Núcleo de pesquisa, formação e difusão sobre a temática racial do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Afro-Cebrap) e à casa Escrevivência, responsável pela preservação do acervo da escritora, viabiliza uma cooperação técnica para organização, catalogação e preservação de acervos.

Ficha técnica:
Produção e coordenação – Silvio Anunciação
Reportagem – Hebe Rios
Imagens – Aguinaldo Matos, Bruno Piato e Jorge Calhau
Edição – Aguinaldo Matos
Edição de capa – Alex Calixto
Fotos – Antonio Scarpinetti e Alex Calixto

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