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Atualidades Pesquisa

Diferentes gerações de pesquisadores se encontram na Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos

Abertura do evento, que conta com apoio da Fapesp, destaca formação multidisciplinar e intercâmbio

Na combinação entre ciência, formação e colaboração, a Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA) em Microplásticos, aberta nesta terça-feira (1º/9), no auditório do Instituto de Geociências (IG), reúne diferentes gerações de pesquisadores em torno de um desafio ambiental global. A resposta para esse problema dependerá, cada vez mais, da capacidade de produzir conhecimento e de trabalhar de forma conjunta.

Auditório com múltiplas fileiras de assentos pretos ocupados por dezenas de pessoas, sendo sete delas posicionadas na primeira fila em destaque, incluindo indivíduos vestindo roupas formais em tons de azul, branco, preto e verde, com um homem de camiseta branca à direita e uma mochila amarela visível no chão à esquerda, enquanto centenas de pessoas adicionais permanecem em pé ou sentadas nas fileiras posteriores do espaço com iluminação fluorescente e paredes brancas.
Dos 1.103 inscritos, foram selecionados 125 participantes, sendo 75 brasileiros e 50 estrangeiros, de 35 países

A proposta da ESPCA em Microplásticos é oferecer formação multidisciplinar na pesquisa sobre a presença de micro e nanoplásticos no ambiente e seus impactos sobre os seres vivos. Organizada pela Unicamp e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a escola oferece, até 11 de setembro, uma programação que combina palestras, aulas teóricas e práticas e apresentações de pesquisas.

Na abertura, Cassiana Montagner, docente do Instituto de Química (IQ) e coordenadora da ESPCA em Microplásticos, destacou que o projeto foi criado para fortalecer a formação em uma área contemporânea e estratégica. “A Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos foi pensada para empoderar jovens cientistas, promovendo a cooperação entre nossa comunidade.”

Dos 1.103 inscritos, foram selecionados 125 participantes, sendo 75 brasileiros e 50 estrangeiros, de 35 países. A seleção resultou em um grupo formado por pesquisadores de diferentes áreas, níveis de experiência e instituições, com forte presença do Sul Global. Do Brasil, há participantes de 19 estados. Para Montagner, os selecionados têm um papel importante na construção de respostas. “Acreditamos que cada um poderá ser protagonista dessa ação colaborativa.”

Walter Waldman, docente do Departamento de Física, Química e Matemática da UFSCar e vice-coordenador da ESPCA, também ressaltou a importância dessa imersão científica. “A Escola auxiliará cientistas do Brasil a se inserirem no debate global sobre esse tema, contribuindo para a formação de uma rede internacional.”

O representante da Fapesp, o professor Rodolfo Jardim de Azevedo, do Instituto de Computação (IC), coordenador de Tecnologias e Parcerias em Inovação da Fundação, destacou a articulação entre as instituições de pesquisa paulistas para a realização do evento. Segundo ele, Unicamp, UFSCar e as instituições de pesquisa do estado formam um ecossistema de excelência capaz de criar espaços voltados à ciência avançada. “É um chamado à ação, ao estudo, a novas oportunidades e ao que queremos conhecer no futuro”, afirmou.

Pessoa usando camiseta preta e crachá de identificação azul e branco pendurado ao pescoço, sentada em cadeira de auditório, segurando documento azul nas mãos, com relógio no pulso esquerdo, em ambiente de sala com múltiplas pessoas ao fundo em cadeiras, algumas em pé, com iluminação de teto fluorescente e paredes claras.
A pesquisadora paquistanesa Aamna Naeem

A pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, professora Ana Frattini, destacou a importância do evento para ampliar o conhecimento sobre microplásticos, seus impactos ambientais e os desafios regulatórios e ressaltou o papel da formação de jovens pesquisadores. “Precisamos produzir pesquisas que ampliem as fronteiras do conhecimento humano, para que ele possa ser utilizado na formulação de políticas públicas que tragam benefícios sociais reais e promovam a justiça ambiental.”

Para o professor Pedro Sérgio Fadini, pró-reitor de Pesquisa da UFSCar, o esforço dos organizadores para possibilitar o evento merece destaque. “O tema está entre os grandes desafios ambientais enfrentados pela humanidade. Precisamos entender os mecanismos de transporte, transformação e ação dos poluentes no ambiente e seus efeitos nos organismos”, apontou.

O físico Raul de Oliveira Freitas, que representou o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), destacou a importância da infraestrutura de pesquisa para avançar nos estudos sobre o tema. Freitas lembrou ainda sua colaboração em uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) que identificou microplásticos no cérebro humano, o que, segundo ele, reforça a urgência de compreender a presença e os efeitos desses materiais no organismo. “É uma situação realmente crítica”, alertou.

Pessoa com cabelo azul usando camiseta preta com estampa colorida, colar com cordão, e tatuagem no braço esquerdo, sentada em cadeira estofada cinza em auditório com outras pessoas ao fundo, segurando documento azul sobre a mesa à sua frente.
A doutoranda Maria Fernanda Rosa da Silva , da UFSCar

Oportunidades sem fronteiras

A pesquisadora paquistanesa Aamna Naeem, da Lappeenranta-Lahti University of Technology, da Finlândia, visita o Brasil pela primeira vez. Para ela, a ESPCA representa uma oportunidade de conhecer trabalhos desenvolvidos em diferentes partes do mundo e estabelecer novas possibilidades de colaboração. “É bom estar aqui para poder conhecer o que cada pesquisador está fazendo, entender as perspectivas para o futuro e descobrir como podemos colaborar”, afirmou.

Para a doutoranda Maria Fernanda Rosa da Silva, do campus Sorocaba da UFSCar, a participação representa também uma oportunidade de aprofundar conhecimentos em uma área na qual começou a atuar ainda no mestrado. Ela pesquisa microplásticos e pretende aproveitar a programação para ampliar sua formação e ganhar autonomia nos experimentos. “Tenho muito para aprender”, afirmou.

Mais informações:

Escola São Paulo de Ciência Avançada em Microplásticos

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Foto de capa:

Auditório com centenas de pessoas sentadas em cadeiras azuis de teatro, observando um palco ao fundo onde se vê um painel de madeira clara com um telão exibindo apresentação sobre microplásticos, com painéis laterais pretos, cadeiras para painelistas, bandeiras, e iluminação de teto, enquanto o público, composto por indivíduos usando roupas variadas em cores como azul, preto, branco, rosa e tons neutros, permanece de frente para a tela em ambiente de auditório institucional.
A proposta da ESPCA em Microplásticos é oferecer formação multidisciplinar na pesquisa sobre a presença de micro e nanoplásticos no ambiente e seus impactos sobre os seres vivos
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