Conteúdo principal Menu principal Rodapé
Atualidades Manchete Notícias

Editora da Unicamp tem oito obras semifinalistas no ‘Jabuti Acadêmico’ 2026

Outros quatro títulos de professores da Universidade também estão entre os classificados

A Editora da Unicamp tem oito semifinalistas na edição de 2026 do Prêmio Jabuti Acadêmico. O resultado repete o desempenho alcançado na primeira edição da premiação, em 2024, e reforça o reconhecimento da qualidade editorial e da relevância científica do catálogo da Universidade.

Para a professora Edwiges Maria Morato, diretora da Editora da Unicamp, o resultado demonstra a consolidação do trabalho desenvolvido pela Universidade ao longo dos anos. Desde a criação do Jabuti Acadêmico, a Editora tem recebido indicações e premiações em diferentes áreas do conhecimento. “Manter esse nível de reconhecimento é tão importante quanto ampliar a publicação de novos títulos. A indicação e a premiação representam o reconhecimento público e especializado da qualidade editorial, relevância formativa, articulação entre erudição e inovação científica e da pertinência cultural e técnico-acadêmica do nosso catálogo”, afirma ela.

Em 2024, quando o prêmio estreou, contando com 1.953 obras inscritas, a Editora da Unicamp também alcançou oito semifinalistas. Para Morato, repetir esse desempenho em uma edição que, provavelmente, reuniu um número ainda maior de inscrições evidencia a consistência da política editorial da Universidade.

Pessoa usando óculos e camisa branca, sentada em cadeira de escritório diante de mesa de madeira com documentos e caneta, gesticulando com as mãos enquanto fala, com computador, telefone e monitor ao fundo, e quadros abstratos em tons azuis e verdes pendurados na parede branca atrás dela.
A diretora da Editora da Unicamp, Edwiges Maria Morato: reconhecimento público e especializado da qualidade editorial

As indicações contemplam um amplo conjunto de áreas como Artes, Educação, Economia, Enfermagem, Divulgação Científica, Nutrição, História, Literatura, Linguística, Matemática, Administração Pública, Ciências Contábeis e Turismo, refletindo a diversidade da produção acadêmica publicada pela Editora.

Esse protagonismo ainda fortalece a inserção da Editora da Unicamp no cenário editorial brasileiro e internacional. Para Morato, premiações dessa natureza ampliam a visibilidade, favorecem o interesse pelo catálogo e aproximam novos leitores da produção científica. “Os prêmios não são um objetivo em si, mas uma consequência do trabalho desenvolvido. Esse reconhecimento indica que o catálogo da Editora é percebido como relevante, inovador e alinhado às agendas científica e cultural contemporâneas”, aponta a diretora.

Artes

Entre as categorias da edição de 2026, a categoria Artes foi a que concentrou o maior número de obras semifinalistas da Editora da Unicamp, com três títulos. Morato comenta que o resultado não chega a surpreender, considerando o crescimento da produção editorial da área e a qualidade das publicações.

A diretora lembra que, em 2025, a obra Teatros e Artistas com deficiência visual, de Lucas de Almeida Pinheiro, recebeu simultaneamente o Prêmio Jabuti Acadêmico e o Prêmio ABEU, concedido pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias. Outro destaque é o compositor e pesquisador Carlos Almada, que voltou a ter uma obra semifinalista após também figurar entre os indicados em 2024.

Na avaliação de Morato, o desempenho da área de Artes reflete a excelência da produção acadêmica desenvolvida por pesquisadores da Unicamp e por autores vinculados à Universidade.

Fotografia em preto e branco de uma pessoa usando óculos de armação metálica, cabelos grisalhos, vestindo camisa de manga comprida com padrão de listras finas, posicionada de perfil três quartos voltada para a câmera, com fundo desfocado em tons claros.
Carlos Almada é compositor, arranjador e pesquisador: indicado também em 2024

Além dos muros

Ainda segundo Edwiges Morato, o reconhecimento obtido pela Editora também amplia sua capacidade de levar o conhecimento produzido na Universidade para além do ambiente acadêmico. Embora publique autores de diversas instituições, a Editora se alimenta fundamentalmente da produção científica universitária e atua na difusão do conhecimento por meio dos livros, do incentivo à leitura e da democratização do acesso às pesquisas. “A qualidade reconhecida do catálogo fortalece o papel da Editora como agente de formação cidadã, contribuindo para ampliar o alcance da pesquisa brasileira, das ações de extensão universitária e da produção científica junto à sociedade”, reforça.

Obras

As oito obras semifinalistas contemplam diferentes áreas do conhecimento. Na categoria Artes, foram selecionados Arranjo aplicado à música brasileira, de Paulo Tiné; Augusta Candiani: a prima-dona da época de D. Pedro II, de Andrea Carvalho Stark; e Funcionalidade harmônica em música popular: uma proposta teórica, de Carlos Almada.

Também figuram entre os semifinalistas Raymond Williams e Educação, de Alexandro Paixão, na categoria Educação e Ensino; Cosmetologia clínica e cuidado farmacêutico para a saúde da pele, de Gislaine Ricci Leonardi e Mariane Massufero Vergilio, em Enfermagem; Quando arrebentam os nós: histórias de homens e mulheres enredados pelo tráfico interno (1850–1888), de Joice Oliveira, em História e Arqueologia; Teoria dos números: uma abordagem didática com aplicações à criptografia, de Renato Belinelo Bortolatto, em Matemática, Probabilidade e Estatística; e Uma abordagem interdisciplinar da gestão do conhecimento, de Antonio Carlos Zambon, Gisele Busichia Baioco e Pedro Fernandes da Anunciação, na categoria Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo.

“Todas as obras apresentam elevada relevância técnico-acadêmica e abordam temas atuais e estratégicos para suas respectivas áreas, como educação democrática, formação em música popular, história da escravidão, teoria dos números aplicada à criptografia, gestão do conhecimento e preservação da memória cultural brasileira”, ressalta a diretora.

Duas pessoas em ambientes distintos: à esquerda, pessoa com cabelo comprido preto, óculos de armação marrom, blusa branca com detalhes de pregas, com óculos de sol marrom pendurados no pescoço, gesticula com as mãos abertas em frente a cortinas brancas; à direita, pessoa com cabelo curto claro, óculos de armação cinza, camisa branca de manga comprida, gesticula com a mão direita em ambiente coberto com estrutura de madeira e vidro, com áreas verdes visíveis ao fundo.
Os professores da Faculdade de Educação Física Maria Luiza Tanure Alves e Edison Duarte: livro publicado pela Editora Papirus

Professores

A Editora Papirus também tem duas obras entre as semifinalistas com autoria de professores da Unicamp: Novo cinema latino-americano: uma rede de descolonização cultural, de Ignacio del Valle-Dávila, do Instituto de Artes (IA); e Educação física, esporte e inclusão, de Edison Duarte, Isabella dos Santos Alves, Larissa de Oliveira e Silva, Maria Luíza Tanure Alves e Náthali Fernanda Feliciano.

Já pela Editora 7 Letras, o professor Marcos Antônio Siscar, do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), é semifinalista com o título Saídas da poesia: da contrapoesia às poéticas da resposta. A obra Equações fracionárias: métodos analíticos e numéricos, dos autores Edmundo Capelas de Oliveira, professor do Departamento de Matemática Aplicada (Imecc), Noemi Zeraick Monteiro e Rubens de Figueiredo Camargo é semifinalista pela Editora SBM.

Extensão

Um dos aspectos mais relevantes desta edição do Prêmio Jabuti Acadêmico, para Morato, é que três das oito obras semifinalistas nasceram de projetos de extensão universitária. Os livros integram a Série Extensão Universitária, criada em parceria entre a Editora da Unicamp e a Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura (PROECC).

Lançada em 2025 e atualmente composta por nove títulos, a coleção procura registrar e divulgar experiências extensionistas desenvolvidas pela Universidade em diálogo direto com a sociedade. Entre os livros da série que alcançaram a semifinal estão Cosmetologia clínica e cuidado farmacêutico para a saúde da pele, Arranjo aplicado à música brasileira e Uma abordagem interdisciplinar da gestão do conhecimento.

A diretora conclui afirmando que está na expectativa de que as obras continuem avançando para as próximas etapas do prêmio, ampliando ainda mais o reconhecimento da produção científica e extensionista da Unicamp.

Foto de capa:

Pessoa de cabelos pretos usando jaqueta preta observa três vitrines iluminadas com prateleiras brancas contendo diversos livros e publicações em diferentes cores, incluindo tons de azul, roxo, vermelho e branco, dispostos de forma organizada em aproximadamente seis níveis de altura.
O resultado repete o desempenho alcançado na primeira edição da premiação, em 2024, e reforça o reconhecimento da qualidade editorial e da relevância científica do catálogo da Universidade

Ir para o topo