
Em 2026, a Unicamp e o Memorial da América Latina, em São Paulo, estarão mais próximos. A partir de uma parceria que tem como objetivo fomentar extensão e pesquisa, com foco na memória e produção cultural latino-americana, alunos e professores da Universidade terão a oportunidade de participar de visitas técnicas, desenvolver pesquisas no acervo e ocupar os espaços do Memorial, inaugurado em 1989 a partir da concepção de Darcy Ribeiro, com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer. O projeto, intitulado “Memória em Diálogo: Arte, Patrimônio e Integração Latino-Americana”, também prevê a realização de cursos e palestras.
“Estamos elaborando um plano de trabalho. Será a renovação de um convênio que já existe, mas com um projeto maior, de longo prazo”, destaca a pró-reitora de Extensão, Esporte e Cultura, Sylvia Furegatti. As ações, previstas para serem realizadas até 2030, envolvem a Proeec, o Instituto de Artes (IA), o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), o Instituto de Geociências (IG) e a Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), que participaram da reunião do projeto de trabalho que constituirá o convênio, nesta quinta-feira (18).

“A proposta inclui cursos, exposições, workshops e feira de livros, entre outros. O objetivo é fomentar as ações de extensão e aproximar a comunidade acadêmica das práticas de preservação e da museologia”, completa Larissa Medeiros Coimbra, assistente-técnica da Proeec, que está operacionalizando a preparação do convênio.
Gabriel Dib Daud de Vuono, analista de inovação do Memorial e chefe da divisão de cooperação, destaca que o complexo cultural – com auditório, biblioteca, espaço para exposições e a icônica escultura “A Mão”, que simboliza a luta e identidade dos povos do continente – tem uma parceria histórica com a Unicamp. “O objetivo desse novo projeto é aproximar estudantes para incentivar o desenvolvimento de novas pesquisas. Nossa biblioteca tem mais de 50 mil livros especializados em América Latina. Nosso Pavilhão da Criatividade estará aberto para receber exposições de arte da Unicamp”, comentou.
“A parceria está desenhada, e teremos várias atividades em conjunto. Nosso direcionamento é de aproximação com o meio acadêmico para ampliar conexões e intercâmbio”, disse Vuono, que ressaltou que o Memorial já mantém um convênio com as três universidades paulistas – Unicamp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp) – na Cátedra de Integração da América Latina, reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
As atividades previstas no projeto incluem a realização de visitas técnicas periódicas aos acervos do Memorial, voltadas a docentes e estudantes da Unicamp, com o objetivo de promover o reconhecimento de temas, objetos e práticas comuns às duas instituições. Está em negociação a montagem de uma exposição com obras de docentes-artistas da Universidade e a organização de seminários temáticos com a participação de professores, pesquisadores e especialistas de universidades latino-americanas, abordando temas como memória, patrimônio, artes e integração regional.
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