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Daguerreotipia captura a arte da luz, a ciência da alquimia e o mistério do retrato

A imagem mostra uma pessoa (aparentemente uma mulher de pele clara) em plano médio, olhando diretamente para a câmera. Ela está equipada com proteção de segurança industrial: usa óculos de proteção transparentes e uma máscara respiratória grande (tipo respirador semifacial) nas cores cinza e azul, que cobre o nariz e a boca, com filtros nas laterais.

Seu cabelo é escuro, com franja e algumas mechas tingidas de azul. Ela veste uma camisa preta de manga comprida e um avental preto onde se lê, em letras brancas dentro de um quadrado: "GEORGE EASTMAN MUSEUM".

Com a mão direita, coberta por uma luva preta de proteção, ela segura e estende em direção à câmera uma pequena placa retangular branca lisa, que está pendurada por uma alça de arame fino. O gesto coloca o objeto em destaque no primeiro plano.

O fundo é um céu azul claro com nuvens brancas dispersas, sugerindo um ambiente externo. À esquerda, vê-se um fragmento de uma parede branca. A iluminação é natural e clara.
Simone Wicca mostra placa prateada com silver strike produzida por ela

Uma reflexão sobre o processo precursor da fotografia em suas dimensões técnica, filosófica, poética e artística

Daguerreotipia captura a arte da luz, a ciência da alquimia e o mistério do retrato

Uma reflexão sobre o processo precursor da fotografia em suas dimensões técnica, filosófica, poética e artística

A imagem mostra uma pessoa (aparentemente uma mulher de pele clara) em plano médio, olhando diretamente para a câmera. Ela está equipada com proteção de segurança industrial: usa óculos de proteção transparentes e uma máscara respiratória grande (tipo respirador semifacial) nas cores cinza e azul, que cobre o nariz e a boca, com filtros nas laterais.

Seu cabelo é escuro, com franja e algumas mechas tingidas de azul. Ela veste uma camisa preta de manga comprida e um avental preto onde se lê, em letras brancas dentro de um quadrado: "GEORGE EASTMAN MUSEUM".

Com a mão direita, coberta por uma luva preta de proteção, ela segura e estende em direção à câmera uma pequena placa retangular branca lisa, que está pendurada por uma alça de arame fino. O gesto coloca o objeto em destaque no primeiro plano.

O fundo é um céu azul claro com nuvens brancas dispersas, sugerindo um ambiente externo. À esquerda, vê-se um fragmento de uma parede branca. A iluminação é natural e clara.
Simone Wicca mostra placa prateada com silver strike produzida por ela

Com as nossas retinas acostumadas às imagens bidimensionais dos códigos binários e já habituadas ao imediatismo da imagem digital, que se impõe na velocidade frenética do século XXI, o que levaria alguém a produzir imagens por meio do primeiro processo fotográfico comercialmente viável, criado em 1839, pelo francês Louis Daguerre? Por que fazer daguerreótipo hoje? A fotógrafa e daguerreotipista Simone Rocha de Campos, mais conhecida por Wicca, apelido incorporado à sua assinatura artística, perseguia essa resposta ao propor uma investigação alquímica em sua tese de doutorado no Instituto de Artes (IA) da Unicamp.

Inserida na linha de pesquisa de poéticas visuais, Wicca revisitou o método fotográfico pioneiro, estabeleceu a relação entre ciência, arte e mistério, e, por fim, provocou uma reflexão sobre o processo fotográfico, nos aspectos técnico e pessoal. Para além das dimensões filosófica, poética, física e artística, sua pesquisa também resultou em um manual de procedimento técnico que será publicado pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), no âmbito de uma série de livros sobre fotografia.

A imagem mostra uma mulher de pele clara sentada à mesa em um ambiente interno, enquadrada do peito para cima. Ela está voltada levemente para a direita e olha nessa direção (fora do campo de visão da câmera), com a boca entreaberta, sugerindo que está falando ou participando de uma conversa.

Ela tem cabelos longos e lisos, que são escuros na raiz e degradam para um tom azul-acinzentado nas pontas, caindo sobre o ombro direito. Veste uma blusa (ou macacão) verde-escuro de mangas curtas com um zíper prateado no peito. É possível ver um pequeno piercing na narina esquerda e anéis nos dedos.

As mãos dela estão apoiadas sobre a superfície branca da mesa, gesticulando suavemente. O fundo mostra um ambiente amplo com paredes de tijolos brancos pintados. Atrás dela, há fileiras de mesas brancas e cadeiras vermelhas vazias, o que sugere um refeitório, sala de aula ou espaço de convivência. À direita, nota-se uma janela ou divisória de vidro.
A fotógrafa e daguerreotipista Simone Rocha de Campos, a Wicca, autora da tese: pesquisa resultou em um manual de procedimento técnico que será publicado pela Funarte
A imagem mostra uma mulher de pele clara sentada à mesa em um ambiente interno, enquadrada do peito para cima. Ela está voltada levemente para a direita e olha nessa direção (fora do campo de visão da câmera), com a boca entreaberta, sugerindo que está falando ou participando de uma conversa.

Ela tem cabelos longos e lisos, que são escuros na raiz e degradam para um tom azul-acinzentado nas pontas, caindo sobre o ombro direito. Veste uma blusa (ou macacão) verde-escuro de mangas curtas com um zíper prateado no peito. É possível ver um pequeno piercing na narina esquerda e anéis nos dedos.

As mãos dela estão apoiadas sobre a superfície branca da mesa, gesticulando suavemente. O fundo mostra um ambiente amplo com paredes de tijolos brancos pintados. Atrás dela, há fileiras de mesas brancas e cadeiras vermelhas vazias, o que sugere um refeitório, sala de aula ou espaço de convivência. À direita, nota-se uma janela ou divisória de vidro.
A fotógrafa e daguerreotipista Simone Rocha de Campos, a Wicca, autora da tese: pesquisa resultou em um manual de procedimento técnico que será publicado pela Funarte

Para o orientador da pesquisa, professor Edson Pfutzenreuter, esse retorno à materialidade é muito importante “em um momento em que tudo é digital”. “É quase como uma vingança”, diz Pfutzenreuter, que faz referência ao “inutensílio”, neologismo que aparece nas poesias de Manoel de Barros e Paulo Leminski.

“Hoje, quem faz daguerreótipo não faz para ter um retrato, faz por outras intenções, que são estéticas. Assim como a poesia é um inutensílio, que não tem função clara, a imagem do daguerreótipo também não tem, mas há uma importância muito grande em revisitar esse processo. A pesquisa em poéticas visuais visa refletir sobre o que é essa experiência estética”, diz o professor. O objetivo é desvendar não somente a técnica, mas também os desafios atuais, a relevância artística e a ligação surpreendente com a alquimia.

A imagem é um close-up (plano detalhe) que mostra a mão de uma pessoa segurando uma placa retangular de metal prateado e brilhante. A placa ocupa a maior parte do centro da imagem.

Na superfície metálica, há uma fotografia impressa em preto e branco. A imagem na placa retrata uma mão articulada de madeira (semelhante a um manequim de desenho artístico) com a palma aberta voltada para cima. No centro dessa palma de madeira, repousa um girassol grande e aberto, exibindo suas pétalas e o miolo texturizado.

A placa tem um aspecto reflexivo, com um brilho intenso no canto inferior esquerdo, sugerindo uma superfície polida como a de um espelho antigo mas é um daguerreótipo. Há dois pequenos furos nos cantos superiores da placa. O fundo da foto é neutro e desfocado.
Daguerreótipo de girassol prateado, que faz referência à simbólica mão alquímica, produzido por Wicca em 2022
A imagem é um close-up (plano detalhe) que mostra a mão de uma pessoa segurando uma placa retangular de metal prateado e brilhante. A placa ocupa a maior parte do centro da imagem.

Na superfície metálica, há uma fotografia impressa em preto e branco. A imagem na placa retrata uma mão articulada de madeira (semelhante a um manequim de desenho artístico) com a palma aberta voltada para cima. No centro dessa palma de madeira, repousa um girassol grande e aberto, exibindo suas pétalas e o miolo texturizado.

A placa tem um aspecto reflexivo, com um brilho intenso no canto inferior esquerdo, sugerindo uma superfície polida como a de um espelho antigo mas é um daguerreótipo. Há dois pequenos furos nos cantos superiores da placa. O fundo da foto é neutro e desfocado.
Daguerreótipo de girassol prateado, que faz referência à simbólica mão alquímica, produzido por Wicca em 2022

Ao decidir revisitar o processo, Wicca se deparou com barreiras práticas, a começar pela dificuldade de encontrar as placas de cobre revestidas com uma fina camada de prata na qual a imagem se forma no processo de daguerreotipia. Ela mesma teve que produzi-las. Para tanto, foi introduzida em uma rede de daguerreotipistas (no universo digital) espalhados pelo mundo, em diversos países, que a ajudaram com tutoriais e muita troca. Segundo a autora, esse é o maior desafio entre daguerreotipistas: conseguir as placas, que no século XIX eram produzidas industrialmente. Hoje é preciso fazê-las ou comprá-las de fornecedores a preços elevados.

O estudo se desenvolveu a partir das experimentações pessoais da fotógrafa – incluindo a manufatura das peças -, das pesquisas históricas e do relacionamento com estas comunidades muito ativas. “Comecei a fazer interlocução com pessoas de muitos lugares. Os daguerreotipistas são poucos, mas estão espalhados pelo mundo, a maioria nos Estados Unidos. Há também russos, canadenses, coreanos, finlandeses, japoneses, colombianos, mexicanos, argentinos e brasileiros. Meu blog e meu Instagram viraram pontos de convergência. Recebi muito apoio e suporte. São colecionadores, pesquisadores, historiadores, restauradores e pessoas interessadas no processo fotográfico”, descreve Wicca.

O daguerreótipo

A imagem retrata, em plano médio, um homem de pele clara e idade madura (aparentemente entre 60 e 70 anos) sentado à uma mesa branca. Ele tem cabelos grisalhos, curtos e ondulados, com um estilo levemente despenteado.

Ele veste uma camisa social de mangas curtas, branca com listras verticais azuis, e está com o botão do colarinho aberto. O homem está inclinado para a frente e gesticula com as duas mãos abertas sobre a mesa, como se estivesse explicando algo ou no meio de uma conversa animada. Seu olhar está direcionado para a direita, fora do enquadramento da câmera.

Sobre a mesa, à direita da imagem (próximo à mão esquerda dele), repousa um par de óculos de grau com armação preta e o que parece ser um celular. O fundo é simples, composto por uma parede de tijolos brancos pintados à esquerda e uma superfície translúcida ou tela bege à direita.
O professor Edson Pfutzenreuter, orientador da tese: ressaltando a importância do retorno à materialidade “em um momento em que tudo é digital”
A imagem retrata, em plano médio, um homem de pele clara e idade madura (aparentemente entre 60 e 70 anos) sentado à uma mesa branca. Ele tem cabelos grisalhos, curtos e ondulados, com um estilo levemente despenteado.

Ele veste uma camisa social de mangas curtas, branca com listras verticais azuis, e está com o botão do colarinho aberto. O homem está inclinado para a frente e gesticula com as duas mãos abertas sobre a mesa, como se estivesse explicando algo ou no meio de uma conversa animada. Seu olhar está direcionado para a direita, fora do enquadramento da câmera.

Sobre a mesa, à direita da imagem (próximo à mão esquerda dele), repousa um par de óculos de grau com armação preta e o que parece ser um celular. O fundo é simples, composto por uma parede de tijolos brancos pintados à esquerda e uma superfície translúcida ou tela bege à direita.
O professor Edson Pfutzenreuter, orientador da tese: ressaltando a importância do retorno à materialidade “em um momento em que tudo é digital”

O daguerreótipo é uma imagem única formada em uma placa de metal polido. “A imagem fotográfica é feita em cima de uma placa de cobre revestida com uma camada fina de prata. É o suporte no qual a imagem vai acontecer. Essa prata pura que está em cima da placa de cobre é colocada em contato com o vapor de iodo. As partículas têm capacidade de sublimar, ou seja, de mudar o estado sólido para o vapor na temperatura ambiente. Forma-se o iodeto de prata, que é fotossensível. Você coloca essa placa fotográfica dentro da câmera, que precisa ser condizente com o tamanho da imagem que você quer fazer”, explica a fotógrafa.

A imagem apresenta um plano detalhe (close-up) de uma mão segurando um pequeno relicário (medalhão) dourado e redondo, que está aberto, revelando dois retratos antigos em seu interior.

No lado esquerdo, vê-se a imagem de uma mulher de pele clara. Ela tem cabelos escuros, partidos ao meio e presos num coque baixo ou trança (estilo vitoriano), e veste uma roupa escura com uma gola de renda branca fechada por um broche dourado. Sua expressão é séria.

No lado direito, há o retrato de um homem jovem de pele clara, com as bochechas levemente rosadas (sugerindo uma colorização manual na fotografia). Ele tem cabelos curtos e escuros, e veste um paletó preto sobre uma camisa branca com uma gravata ou lenço escuro volumoso no pescoço.

O objeto tem uma borda metálica dourada com sinais de desgaste pelo tempo, uma dobradiça central e uma argola para corrente na extremidade direita. O fundo é branco e neutro.
Joalheria com daguerreótipos de casal, do século XIX, adquirida por Simone Wicca em encontro de daguerreotipistas no exterior: cada imagem tem 2 cm de diâmetro; autor e retratados são desconhecidos
A imagem apresenta um plano detalhe (close-up) de uma mão segurando um pequeno relicário (medalhão) dourado e redondo, que está aberto, revelando dois retratos antigos em seu interior.

No lado esquerdo, vê-se a imagem de uma mulher de pele clara. Ela tem cabelos escuros, partidos ao meio e presos num coque baixo ou trança (estilo vitoriano), e veste uma roupa escura com uma gola de renda branca fechada por um broche dourado. Sua expressão é séria.

No lado direito, há o retrato de um homem jovem de pele clara, com as bochechas levemente rosadas (sugerindo uma colorização manual na fotografia). Ele tem cabelos curtos e escuros, e veste um paletó preto sobre uma camisa branca com uma gravata ou lenço escuro volumoso no pescoço.

O objeto tem uma borda metálica dourada com sinais de desgaste pelo tempo, uma dobradiça central e uma argola para corrente na extremidade direita. O fundo é branco e neutro.
Joalheria com daguerreótipos de casal, do século XIX, adquirida por Simone Wicca em encontro de daguerreotipistas no exterior: cada imagem tem 2 cm de diâmetro; autor e retratados são desconhecidos

“A imagem parece uma poeira em cima do espelho”, completa Wicca. Tanto é que, se você passar a mão na placa, você tira a imagem. Por isso é preciso fazer o fechamento em caixas hermeticamente seladas, para garantir que não tenha oxidação ou abrasão mecânica. Pegar daguerreótipo na mão é uma coisa rara.”

Diferentemente de outros processos fotográficos em que se tem uma matriz, como um negativo, a partir do qual é possível fazer várias cópias, o daguerreotipo não se reproduz. A própria placa na qual se fez a eletrodeposição tem a imagem final. Wicca montou sua própria estação para fazer o banho de prata e a etapa da eletrodeposição, sobre a qual há pouca literatura. “Pesquisei a joalheria para entender a deposição de prata. Comecei, a partir daí, a fazer interlocução com pessoas que se interessem por processos históricos.”

Transformação pessoal

“A materialidade da imagem sempre me despertou curiosidade. No caso da alquimia e do mistério, tem mais a ver com a transformação pessoal nesse processo. Você transforma os materiais ao mesmo tempo em que você é transformado por eles. Tem essa relação de espelhamento, inclusive, de forma literal”, diz a pesquisadora. “É um jeito muito único de fazer fotografia. Não só porque a imagem é única, mas também pela dificuldade de reproduzir. Para enxergar a imagem, você precisa manipular o objeto, brincar com o jogo de luz e sombra que ele tem. É uma experiência que não existe com uma imagem bidimensional, porque não existe o espelhado.” Para montar uma exposição de daguerreótipo, por exemplo, é necessário criar condições especiais de luz e sombra, do contrário não é possível ver a imagem.

A pesquisadora investigou a materialidade e a técnica do daguerreótipo, com ênfase no método de revelação de Alexandre-Edmond Becquerel (1820-1891), no qual se dispensa o uso de mercúrio, presente na criação de Daguerre, tornando o processo menos tóxico. Paralelamente ao aprofundamento técnico, Wicca olhou para o processo como uma jornada de transformação pessoal e fez uma analogia com a alquimia. A narrativa da sua tese se organiza a partir das quatro fases alquímicas: nigredo, albedo, citrinitas e rubedo. “Os processos alquímicos e a descrição deles relacionados com os processos de produção do daguerreótipo foram uma ótima estratégia para essa reflexão sobre o processo”, afirma o orientador.

A imagem mostra, em plano detalhe (close-up), um objeto quadrado com uma moldura de madeira clara, que está sendo segurado pela mão de uma pessoa (cujos dedos são visíveis na borda esquerda).

Dentro dessa moldura de madeira, protegido por um vidro, há um fundo cinza-escuro com uma textura áspera. Centralizada nesse fundo, vê-se uma pequena fotografia retangular em preto e branco. A foto retrata três maçãs (ou frutas esféricas semelhantes) com uma iluminação suave, dispostas triangularmente sobre uma superfície.

Logo abaixo da pequena foto, as palavras "ATALANTA FUGIENS" estão gravadas em relevo no fundo cinza, divididas em duas linhas. Na parte superior da moldura de madeira, aparecem dobradiças metálicas prateadas, indicando que o objeto é provavelmente a tampa de uma caixa.
Daguerreótipo dourado pelo método tradicional (Becquerel), feito por Wicca: título de “Atalanta Fugiens” é referência ao mito grego das três maçãs douradas ofertadas por Afrdite a Hipômenes, para que ele a ajudasse a seduzir e desposar Atalanta
Aqui está a descrição da imagem focada em acessibilidade:

A imagem mostra um caderno de esboços (sketchbook) aberto, apoiado em uma superfície clara. Na parte inferior, vê-se os dedos de uma mão de pele clara pressionando as páginas para mantê-las abertas.

Página da Esquerda: No topo, está escrita a frase em latim "ORA ET LABORA" (que significa "ore e trabalhe") em letras maiúsculas manuscritas. Abaixo da frase, há um desenho colorido, feito com traços soltos (estilo aquarela ou marcador), representando um armário de madeira antigo. O armário tem duas portas abertas, revelando prateleiras cheias de pequenos objetos indefinidos (que parecem ser livros, frascos e caixas) e uma gaveta na base.

Página da Direita: Esta página contém um esboço técnico feito a lápis grafite. O desenho é um diagrama tridimensional de uma estrutura retangular (semelhante a uma tampa ou caixa), com várias setas e anotações manuscritas em português ao redor. As anotações descrevem detalhes construtivos, com termos legíveis como "teto", "furo", "ripa para deslizar", "madeira + fina para deslizar e fazer 'sombra'" e "madeira + grossa para fixar".
Aquarela sobre caderno de artista, de Simone Wicca, com desenho do “oratório”: autora produziu e utilizou obra na apresentação final da sua tese

A apresentação final da tese foi realizada com uma espécie de oratório (disponível no YouTube: https://youtu.be/CEp0wqSDdeQ?si=svMNej5zs90bZl3I), no qual Wicca criou o ambiente específico de iluminação e de sombra. “Quando você abre o oratório, tem um teto preto para refletir e uma lâmpada ao lado.” Entre os daguerreótipos que ela fez ao longo da pesquisa, foi apresentada a série da mão de madeira em referência à mão alquímica. No texto da tese, a fotógrafa incluiu em cada legenda dos seus daguerreótipos um link com um vídeo. “Acho que dá mais a ideia do que seja o objeto, porque com o movimento a pessoa vai entender melhor.”

Esta é a descrição da imagem focada em acessibilidade:

A imagem é um close-up (plano detalhe) que mostra as mãos de uma pessoa segurando um pequeno estojo retangular aberto, semelhante a uma caixa de joias ou um estojo antigo de daguerreótipo.

O estojo tem as bordas externas na cor vermelho-escuro (vinho) e o interior preto.

No lado esquerdo (a tampa): O interior é profundo e forrado com tecido preto, onde se vê um cordão fino solto.

No lado direito: Encontra-se uma fotografia monocromática (preto e branco) emoldurada por uma borda preta larga. A imagem retrata o rosto de um homem com cabelos longos e escuros caindo sobre os ombros e bigode. A iluminação da foto é dramática, destacando o rosto dele contra um fundo muito escuro.

O fundo da imagem principal está desfocado, sugerindo que a pessoa está segurando o objeto sobre uma mesa de madeira.
Placa de daguerreótipo Becquerel com banho de cloreto de ouro que, como todas, precisa ser mantida em caixa hermeticamente fechada
Esta é a descrição da imagem focada em acessibilidade:

A imagem é um close-up (plano detalhe) que mostra as mãos de uma pessoa segurando um pequeno estojo retangular aberto, semelhante a uma caixa de joias ou um estojo antigo de daguerreótipo.

O estojo tem as bordas externas na cor vermelho-escuro (vinho) e o interior preto.

No lado esquerdo (a tampa): O interior é profundo e forrado com tecido preto, onde se vê um cordão fino solto.

No lado direito: Encontra-se uma fotografia monocromática (preto e branco) emoldurada por uma borda preta larga. A imagem retrata o rosto de um homem com cabelos longos e escuros caindo sobre os ombros e bigode. A iluminação da foto é dramática, destacando o rosto dele contra um fundo muito escuro.

O fundo da imagem principal está desfocado, sugerindo que a pessoa está segurando o objeto sobre uma mesa de madeira.
Placa de daguerreótipo Becquerel com banho de cloreto de ouro que, como todas, precisa ser mantida em caixa hermeticamente fechada

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