O Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, artéria vital da economia global, transformou-se em um laboratório de risco extremo para a guerra tecnológica. Com ataques recentes a navios comerciais, o conflito escalou para além do campo físico, introduzindo algoritmos de Inteligência Artificial que analisam dados em tempo real e sugerem alvos estratégicos.
Essa nova realidade impõe um profundo dilema ético sobre a confiança depositada nas máquinas e a indefinição de quem detém a responsabilidade jurídica e moral quando um software toma decisões letais — se o programador, o comandante ou a própria ferramenta.
O programa Analisa convidou Alcides Peron, professor da Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) da Unicamp e especialista em ciências internacionais e guerra moderna, para traçar uma linha do tempo detalhada e mostrar que as raízes dessa disputa são profundas, sendo a IA apenas o capítulo mais recente de uma briga antiga. O debate central gira em torno da vantagem estratégica: se ela pertence ao país que domina o território geográfico ou àquele que possui as armas mais caras e autônomas. Ao destrinchar os impactos dessa automação na geopolítica do petróleo, Peron alerta que a IA pode trazer mais problemas do que soluções, ao desumanizar o campo de batalha e tornar a escalada de conflitos absolutamente imprevisível. O pesquisador fala ainda sobre os impactos dessa guerra no Brasil.
Confira os detalhes no nosso videocast.
Ficha técnica
Imagens: Bruno Piato
Direção de imagens: Jorge Calhau
Produção: Silvio Anunciação
Edição: Aguinaldo Matos
Capa: Paulo Cavalheri
Fotografia: Antônio Scarpinetti
Apresentação: Thaís Pimenta
Coordenação: Patrícia Lauretti
