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Analisa

Revogação de decreto das hidrovias é vitória necessária, mas frágil diante do agronegócio predatório

O professor Luiz Marques, autor de livros como Capitalismo e Colapso Ambiental, Decênio Decisivo e Ecocídio, por uma (agri)cultura da vida, é o convidado do videocast Analisa, que repercute a revogação do Decreto 12.600/2015, ocorrida no final de fevereiro.

O professor Luiz Marques, autor de livros como Capitalismo e Colapso Ambiental, Decênio Decisivo e Ecocídio, por uma (agri)cultura da vida, é o convidado do videocast Analisa, que repercute a revogação do Decreto 12.600/2015, ocorrida no final de fevereiro. O decreto autorizava a exploração privada dos rios amazônicos Tapajós, Tocantins e Madeira. Para Marques, trata-se de uma vitória necessária, porém frágil, dadas as pressões a que estão sujeitos os povos originários do Brasil, especialmente da região amazônica, diretamente afetada pelo avanço predatório do agronegócio. “Não é o agro que sustenta o Brasil, mas o contrário. O dinheiro da isenção fiscal para o agronegócio, R$ 158 bilhões, deveria ser revertido para ações em benefício de toda a população brasileira e não só para um grupo econômico”, afirma o professor, que chama a atenção também para a falta de conhecimento de quem desqualifica a luta indígena. “Esta luta deveria ser do país, historicamente afetado pela falta de uma verdadeira reforma agrária e pela concentração de terra e de renda”, diz Marques.

Ficha técnica
Produção: Patrícia Lauretti
Apresentação: Hebe Rios
Direção de imagens: Jorge Calhau
Imagens: Bruno Piato
Edição: Dihony Andrade/Kleber Casabllanca
Fotografia: Antônio Scarpinetti
Edição de capa: Paulo Cavalheri

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