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A exposição ‘Sergio Augusto Porto: linha de fuga’ será aberta no dia 6 de agosto, às 12h, na Galeria de Arte Unicamp (Gaia), Logo após, às 13h, haverá um bate-papo com o público.
Composta por desenhos, pinturas, fotografias e instalações, a mostra é um desdobramento de uma pesquisa de doutorado que está sendo realizada por Gabrieli Simões, no Programa de Pós-graduação em História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), sob a orientação do professor Gabriel Zacarias a respeito das relações entre arte e ecologia nos anos 1970.
A exposição tem como objetivo não apenas apresentar ao público a trajetória artística pouco conhecida de Porto – propondo assim novas leituras sobre a produção artística experimental e conceitual dos anos 1970 – mas também trazer à tona debates urgentes de nosso tempo.
Ao manter um diálogo íntimo com a paisagem, as obras de Porto, embora não sejam explicitamente ativistas, ecoam uma consciência ambiental que nos convida a refletir sobre a transformação da natureza, a efemeridade, a materialidade e as relações entre arte e ecologia.
Ao longo de quase seis décadas de produção, o artista Sérgio Augusto Porto participou de exposições emblemáticas, sobretudo no início de sua carreira, como a Bienal de São Paulo (1973), a Bienal de Veneza (1976) e o Panorama de Arte Atual Brasileira (1975). No entanto, sua obra ainda possui camadas a serem exploradas, especialmente à luz de uma história da arte que busca revisitar narrativas canônicas.
A mostra, com curadoria da própria Gabrieli Simões, conta com apoio do Museu de Artes Visuais (MAV), que receberá duas obras para compor o seu acervo.
Visitas podem ser feitas, até 4 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, exceto feriados, à Rua Sérgio Buarque de Holanda, 421, no piso térreo da Biblioteca Central “Cesar Lattes” (BCCL).
Para outras informações, acesse o site www.iar.unicamp.br/gaia ou escreva para o e-mail gapri.simoes@gmail.com
(Hélio Costa Júnior)
